Breve história do tratamento de esgotos

September 25, 2018

Com o início da Revolução Industrial, aumentaram os relatos de doenças associadas ao ambiente, na época, elas eram responsáveis por um grande número de mortes, um grande exemplo desta associação pode ser comprovado através do estudo clássico de John Snow, em 1954, em Londres que associou a mortalidade por cólera a qualidade da água consumida. Além da qualidade da água, outro fator não menos importante também era motivo de preocupação, a coleta das águas servidas.

Somente em 1815, em Londres, os esgotos começaram a ser lançados em redes coletoras; em Hamburgo , em 1842, em Paris , em 1880.

A preocupação com o tratamento dos esgotos surgiu primeiramente na Inglaterra, após a epidemia de cólera ocorrida em 1848, com 25.000 vítimas fatais. Esse país, devido a pouca extensão de seus rios e ao crescimento acelerado de algumas cidades, foi um dos primeiros a sofrer as consequências da poluição hídrica, decorrente do lançamento dos esgotos (sem tratamento), nos corpos d'água. Foi também pioneiro na promulgação das primeiras leis de saneamento e Saúde Pública.

Em 1860, aparece o dispositivo de Mouras para tratar lodos de esgotos por processo anaeróbio; em 1865, fizeram-se os primeiros experimentos sobre microbiologia de degradação desses lodos. Os fundamentos biológicos, que acabariam dando origem ao processo de tratamento de esgotos, através de lodos ativados, começaram a ser investigados, na Inglaterra.

Com o grande desenvolvimento das cidades, ocorrido a partir do século XIX e início do século XX, outros países seguiram o exemplo inglês e começaram a se preocupar com o tratamento de seus esgotos, e como resultado em 1887 foi construída a Estação Experimental Lawrence, em Massachusetts, nos EUA.

Entre 1913 e 1914, surge um novo processo de tratamento biológico, desenvolvido por Arden e Lockett, que utilizava biomassa suspensa, chamado Lodos Ativados.

Tal tecnologia era capaz de produzir efluentes claros, límpidos, sem odor e de alta qualidade.

Porém, somente a partir de 1950 houve um grande desenvolvimento tecnológico (aeradores, metodologias de projeto) e de pesquisas (estudos cinéticos de crescimento microbiano, cálculos de dimensionamento).

Atualmente o tratamento biológico por lodos ativados é o mais utilizado para a depuração de esgotos caracterizados por contaminação de carga orgânica e produtos nitrogenados, representando um sistema de tratamento de baixo custo de investimento e elevada taxa de eficiência (remoção de DBO/DQO).

O sistema de lodos ativados consiste em: tanque de aeração (reator), decantador secundário, sistema de recirculação do lodo. O efluente do pré-tratamento ou do tratamento primário, e o lodo de recirculação, são conduzidos para o tanque de aeração, onde é feita a aeração e mistura. Este tanque é onde ocorrem as reações de remoção de substrato. No decantador secundário ocorre a sedimentação de sólidos (biomassa), resultando na saída de um efluente clarificado. A maior parcela de lodo sedimentado no fundo do decantador é retornada ao tanque de aeração, sendo que a menor parcela é retirada para tratamento e/ou destinação final (lodo excedente).

 

 

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